World Of My Own
Apenas dois apaixonas por livros que criaram um lugar onde pudessem estar sempre em contato com algumas partes das suas paixões.
...

— O que você acha, Peeta? — Eu finalmente pergunto para ele.
— Eu acho… que você não tem mesmo ideia do efeito que você pode ter. — Ele desliza suas algemas para cima do suporte e se empurra para a posição sentada. — Nenhuma das pessoas que nós perdemos era idiota. Elas sabiam para o que elas estavam indo. Elas seguiram você porque elas acreditaram que você realmente poderia matar Snow.
Eu não sei por que sua voz me alcança quando nenhuma mais pode.

A Esperança - Suzanne Collins

Quando Coin encerra a reunião, Haymitch pergunta se ele pode falar comigo em particular. Os outros deixam exceto Gale, que persiste incerto ao meu lado.
— Com o que você está preocupado? — Haymitch pergunta. — Eu sou o único que precisa de guarda-costas.

A Esperança - Suzanne Collins

– Não. Eu não quero…
Eu aperto suas mãos até o ponto da dor.
– Fique comigo.
Suas pupilas se contraem até ficarem minúsculas, dilatam mais uma vez rapidamente, e então retornam para alguma coisa semelhante à normalidade.
–Sempre. – Ele murmura.

A Esperança - Suzanne Collins

É isso que você e eu fazemos. Protegemos cada um o outro.

A esperança - Suzanne Collin

Sem esboçar resistência, ele se deita, mas apenas observa o ponteiro que se mexe de um lado para o outro em um dos mostradores. Lentamente, como eu faria com um animal ferido, estico a minha mão e acaricio alguns fios de cabelo em sua testa. Ele fica paralisado diante do meu toque, mas não o rechaça. Então eu continuo acariciando delicadamente os cabelos dele. É a primeira vez que eu o toco voluntariamente desde a última arena.
— Você ainda está tentando me proteger. Verdadeiro ou falso? Sussurra ele.
— Verdadeiro.— Respondo. A resposta parece requerer mais explicações. — Porque isso é o que você e eu fazemos. Protegemos um ao outro.

A Esperança - Suzanne Collin

— Uns poucos minutos antes das quatro, Peeta se vira para mim mais uma vez.
— Sua cor favorita é… verde?
— Está certo. — Então eu penso em alguma coisa para adicionar. — E a sua é laranja.
— Laranja? — ele parece duvidoso.
— Não laranja brilhante. Mas suave. Como o pôr do sol. — Eu digo. — Pelo menos, isso é o que você falou para mim uma vez.
— Oh — Ele fecha seus olhos brevemente, talvez tentando trazer à lembrança aquele pôr do sol, então ele acena com sua cabeça. — Obrigado.
Mas mais palavras saem.
— Você é um pintor. Você é um padeiro. Você gosta de dormir com a janela aberta. Você nunca põe açúcar em seu chá. E você sempre dá um laço duplo no seu cordão de sapatos.
Então eu entro em minha barraca antes que eu faça alguma coisa estúpida, como chorar.

A Esperança - Suzanne Collin

— Como é que você suporta?
Finnick me olha com descrença.
— Eu não suporto, Katniss! Eu obviamente não suporto. Eu me arrasto dos pesadelos todas as manhãs e descubro que não há alívio em estar acordado. — Algo em minha expressão faz com que ele interrompa o discurso. — É melhor não ceder. É dez vezes mais demorado se recuperar da crise do que entrar nela.

 A Esperança - Suzanne Collins

Fulvia Cardew nos apressa e faz um som de frustração, quando ela vê a minha cara limpa.
— Todo o trabalho, para o ralo. Eu não estou culpando você, Katniss. É que muitas poucas pessoas nascem com o rosto preparado para câmera. Como ele.
Ela agarra Gale, que está em uma conversa com Plutarco, e gira-o em nossa direção.
— Ele não é bonito?
Gale parece impressionante no uniforme, eu penso. Mas a questão só envergonha a nós dois, dada a nossa história. Estou tentando pensar em um retorno espirituoso, quando Boggs diz bruscamente:
— Bem, não esperem que estejamos muito impressionados. Nós acabamos de ver Finnick Odair só de cueca.

A Esperança - Suzanne Collin

Haymitch senta-se à minha frente.
— Nós vamos ter que trabalhar juntos novamente. Então, vá em frente. Basta dizer isso.
Penso na conversa agressiva e cruel que tivemos no aerobarco. A amargura que se seguiu a ela. Mas tudo que eu digo é:
— Eu não posso acreditar que você não resgatou Peeta.
— Eu sei. — responde ele.
Há uma sensação de falha. E não porque ele não pediu desculpas. Mas porque nós éramos um time. Nós tínhamos um acordo para manter Peeta seguro. Um acordo, bêbado, irrealista, feito no escuro da noite, mas um acordo do mesmo jeito. E no fundo do meu coração, sei que ambos falharam.

A Esperança - Suzanne Collin

— Oh, eu esqueci. É essa concussão estúpida. Era para eu dizer-lhe para se apresentar a Beetee em Armamento Especial. Ele desenhou um tridente novo para você.
Na palavra tridente, é como se o velho Finnick aparecesse.
— Sério? O que ele faz?
— Eu não sei. Mas se for qualquer coisa como o meu arco e flechas, você vai amá-lo, —eu digo. — Você precisa treinar com ele, embora.
— Certo. Claro que sim. Eu acho melhor eu chegar lá. — diz ele.
— Finnick? — Eu digo. — Talvez algumas calças?
Ele olha para as pernas como se estivesse observando suas roupas pela primeira vez. Então, ele arranca sua camisola do hospital, ficando apenas de cuecas.
— Por quê? Você acha isso —ele faz uma pose ridiculamente provocante — distrativo?

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